A intolerância no trânsito de São Paulo
Há algum tempo tenho observado como vem aumentado a intolerância das pessoas no trânsito de São Paulo. Há umas duas semanas, não me lembro ao certo, um homem, ao ser fechado por um ônibus, parou seu carro no meio da rua e não pensou duas vezes antes de subir no capô e esmurrar o motorista do coletivo. Era impressionante a fúria dele, que só parou uns minutos depois, com a chegada da polícia. Ele foi levado ao hospital para costurar a mão, àquela altura toda rasgada por estilhaços de vidro, e depois seguiu para a delegacia. Outro dia, ao entrar na minha rua, um motoqueiro surgiu do além – sim, porque essas motos parecem brotar ao lado dos carros com suas buzinas estridentes e seus pés prontos para chutar um retrovisor – e, com a moto ao lado do meu carro, começou a me xingar dos piores nomes possíveis dizendo que eu havia entrado na rua “com tudo”, quase o atropelando. Eu abri o vidro e disse que eu não havia visto e para que ele parasse de falar comigo daquele jeito. Não adiantou,...